Havia muito, intrigava-me aquele fato: ...“naquele tempo, havia gigantes na terrra”. A bíblia não nos diz que gigantes eram esses. Parece tornar-se necessário uma exegese da perícope. Afirma o pastor batista, Luiz Sayão, homem erudito e de extrema humildade, que tais “gigantes” são de melhor interpretação quando são entendidos por pessoas poderosas, pessoas com poderes aquisitivos: donos de bens acumulados; influentes na comunidade, etc. E quem ousa objetá-lo? Todos nós concordamos com suas palavras.
Pois bem, mas... Nada se sabe concretamente a respeito deles. Porém, pode haver uma interpretação diferente quando se trata do Complexo do Alemão. Aqui também há imaginação. Aqui também há exegese. Há contextualização. Alguém duvida? Vem e vê!
Vejam! Outro dia, vimos um homem de 1,68m de altura andando pela rua. Tinha ele sua filha pela mão. Levá-la-ia a creche-escola. Esta dista
Havia, ainda, uma mulher. Uma senhora. Noutros tempos, esta seria endeusada por muitos, pois trataríam-na como uma divindade enviada por Deus para amenizar o sofrimento alheio através de suas palavras confortantes. Aos olhos comuns, ela pareceria medir 1,50m, mas sua alma não se pode esconder. Esta não cabe num corpo corruptível. Deus sabe que não minto. Dificilmente veremos outra além dela: ela é ímpar. As Marias que nos desculpem. Por vezes, tentamos alcançá-la na tentativa de absorvermos sua ternura e seu jeito prolífico, mas seu método único, nós não conseguimos perscrutar: somos homens do pragmatismo e não conseguimos superar nosso tempo.
Ainda havia mais um homem, nós não o contemplamos muito bem. Ele passou rapidamente. Dele, sabemos apenas que seu nome é traduzido do alemão para a língua portuguesa por montanha do bem ou de coisas boas.
Parece que tais pessoas escolheram por opção morar no Complexo do Alemão. Ali desenvolvem um trabalho altruísta. Tudo indica que possuíam escolha, mas preferiram habitar entre os mortais.
Vejam! Anões de espírito parecem tentar feri-los, mas o máximo que alcançam são as pernas: suas mentes são livres e eles habitam em meio às águias.
Ainda há um homem-menino, da cor de ébano, de sorriso espontâneo: coisa esta que o mundo não lhe conseguiu tirar. Seu coração puro como de menino e sua bravura de homem valente fazem-no um mistério a parte. Ele é um típico discípulo amado. Aliás, desempenha perfeitamente este papel. Parece que ele confia nos “gigantes” que lhe cercam. Logo, tornar-se-á também ele um dos “gigantes”, pois assimila com perfeição a forma e a performance dos tais.
Também um bom número de pessoas acompanha-os. Eles parecem saber do que se trata. Na verdade, trata-se de uma busca real do significado do evangelho. Sem presunções, é uma tentativa de compreensão do valor de um viver de comunhão: superação é algo inevitável para quem deseja conviver.
É extremamente interessante o lugar de habitação comum dentre eles. Trata-se da Igreja Batista do Cordeiro. Será que podemos atribuir-lha alguma coisa comensurável? Creio que não! Também não há palavras que descrevam as grandezas de um povo sofrido e batalhador que ali se encontra. E por hora, basta saber que ela representa uma extensão do céu. Graças a Deus! Pois o inferno, muitas vezes, parece ser aqui na Terra!
1 comentários:
Esta é uma pequena homenagem que faço aos pastores Dair e Rodney, mencionando,também, o pastor Gláucio e todo povo da IBC.
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