Eu sempre pensei encontrar
No mundo uma solução
O deus que eu procurava era falso e pura ilusão
Para mim ele era a vontade e o prazer de sentir-se feliz
Achava que assim era Deus : um pecado em tudo que eu quiz.
Indo para o mundo, sozinho
Indo para um mundo vazio e perdido
Um mundo que eu não preciso
Um mundo...
Achava que assim era Deus: um pecado em tudo que eu quiz
As lágrimas e as dores eram fruto das coisas que fiz
Mas encontrei um Deus verdadeiro que vive sempre a reinar
Que veio perdoar meus pecados e das trevas me resgatar.
Hoje eu não preciso de um mundo vazio e perdido
Que eu não preciso
Um mundo que eu não preciso
Um mundo...
Immanuel Kant (1724-1804) em sua obra a Crítica da razão pura, no prefácio à segunda edição, fomula a metáfora da revolução copernicana na filosofia. Assim como Copérnico inverteu o modelo tradicional de cosmo em que se afirmava ser o Sol que girava em torno da Terra, mostrando que a Terra é que girava em torno do Sol, da mesma forma, na relação do conhecimento, não é o sujeito que se orienta pelo objeto (o real), conforme a tradição, mas o objeto que é determinado pelo sujeito.
O que está em questão é o modo pelo qual sujeito e objeto se relacionam e em que condições esta relação pode ser considerada legítima. Sujeito e objeto são termos relacionais, são considerados parte da relação de conhecimento, e não autonomamente. Só há objeto para o sujeito, só há sujeito se este se dirige ao objeto. ( Filosofia moderna. p. 209 )
É assim que me entendo: eu me conheço como "Eu" a partir do " Outro totalmente outro". De forma que "Eu" sem o "Divino" não me reconheço como sujeito. Não posso dizer apenas que "O" conheço de ouvir falar. Eu preciso analisar o modo do meu conhecimento a Seu respeito e procurar aprofundar tal conhecimento. Não quero, porém, explicar o sagrado. Quero, sim, entender a minha experiência como fenômeno objetivo dentro da minha subjetividade. Para tanto, vale-me Kierkegaard: ..."É preciso dar um salto de fé"...
0 comentários:
Postar um comentário